segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O que são Artes Marciais:


Artes marciais são um conjunto de técnicas de luta individual. Algumas das artes marciais mais conhecidas são kung fu, caratê, judô, aikido, krav magá, judô, jiu-jitsu, muay thai, taekwondo.
As primeiras artes marciais surgiram no Extremo Oriente e inicialmente representavam técnicas para manejarem armas brancas. As artes marciais também envolvem processos de defesa pessoal com ou sem armas, o que explica o nome marciais ou guerreiras. Mais tarde, as artes marciais se transformaram em atividades esportivas, que tinham como objetivo aperfeiçoar o corpo e a mente. As técnicas aprendidas como esporte podem ser usadas no âmbito da defesa pessoal.
As artes marciais podem ser contempladas em várias vertentes. Como forma de exercício físico, elas potenciam o desenvolvimento equilibrado de todas as partes do corpo, a flexibilidade das articulações, a postura correta da coluna vertebral, o controle da respiração, o relaxamento e fortalecimento dos músculos. A prática de artes marciais ajuda no equilíbrio, e permite alcançar disciplina e desenvolver reflexos.
São um eficaz processo de formação moral, e impulsionam a capacidade física e mental, ajudando a obter domínio próprio, coragem, honra, lealdade, modéstia e bondade. Nos dias de hoje as artes marciais são praticadas como esporte de massas e também no contexto da alta competição, como é o caso do judô e caratê. Em muitos casos, as artes marciais não contemplam o uso de armas ou acessórios. No entanto, o kendo e o kobudo, por exemplo, são praticados com armas brancas.
As artes marciais chinesas, coreanas, indonésias e japonesas são aquelas que atingiram um maior nível de aperfeiçoamento e reconhecimento mundial.
No Japão a luta existe há muitos anos. Alguns historiadores acreditam que foram as artes marciais que decidiram em 859 qual dos dois filhos do imperador Buntoku subiria ao trono. A partir de 1200 os samurais, guerreiros por excelência, desenvolveveram várias técnicas de combate corpo-a-corpo que tinham como objetivo vencer o adversário mesmo quando não tinham armas em sua posse.
O profissionalismo nas artes marciais foi um resultado dos grandes avanços que aconteceram com o passar de séculos. O profissionalismo culminaria na prática do jiu-jitsu (jiu - suavidade + jitsu - técnica). O jiu-jitsu originou, em 1882 o judô (jiu ou ju - habilidade + do - via), cujo criador foi o japonês Jigoro Kano (1860-1938). Como esporte, o judô tem sido praticado em campeonatos mundiais desde 1956, sendo que em 1964 já fez parte das Olimpíadas.
Diferentemente do judô, o caratê (kara - vazia + tê - mão) não tem como objetivos confrontos corpo-a-corpo. Nesta arte marcial o objetivo é derrubar o oponente através de golpes feitos com as mãos e pés. O caratê teve a sua origem por volta de 1920, e o seu autor foi o japonês Gichin Funakoshi (1869-1957). Os campeonatos mundiais começaram a ser organizados desde 1970.
Uma arte marcial mais recente é o aikido, fundada por Morihei Ueshiba (1883-1969), e é uma arte marcial que é vista como a fusão de várias artes marciais de origem japonesa.

Artes marciais brasileiras

Algumas das artes marciais brasileiras mais conhecidas são o jiu-jitsu brasileiro, a capoeira e o kombato. Existe também uma modalidade brasileira chamada "Vale tudo" (tornada conhecida graças aos irmãos Gracie), onde lutadores especializados em diferentes artes marciais podem se enfrentar.

Artes Marciais Mistas

As artes marciais mistas, conhecidas pelas siglas AMM ou MMA (esta última deriva do inglês: mixed martial arts) é um esporte de combate que combina a luta em pé mas também inclui técnicas de submissão e de luta no chão. As artes marciais mistas incluíram algumas regras ao Vale tudo, sendo que esta modalidade caiu em desuso.
Os atletas que praticam artes marciais mistas praticam vários tipos de artes marciais, para terem uma melhor preparação e conhecimento de várias técnicas que permitam derrotar o seu adversário. O torneio mais conhecido de artes marciais mistas é o UFC (Ultimate Fighting Championship), que tem como uma das maiores estrelas o lutador brasileiro Anderson Silva.
                            Aluna: Bianca

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Uma Tradição Cerimonial de Beleza e Força


Antes da Disputa
Momentos antes da disputa

Introdução
O sumô, que é uma modalidade de luta, detém o status de esporte nacional do Japão. Além das coloridas mawashi (bandas de barriga) e do estilo de cabelo peculiar chamado de oicho (ginkgo - nó de folha), aspectos estes que evocam os tempos antigos, o sumô preserva muito da sua prática tradicional, como o seu dohyo (ringue elevado cercado de palha), o sistema de ranking, e ligações com as cerimônias religiosas do Xintoísmo. A palavra “sumô” é escrita com os caracteres chineses usados para “contusão” e “mútuo”.

Embora a história do sumô se remeta a tempos antigos, ele se tornou esporte profissional no período Edo (1600-1868). Hoje esse esporte é praticado quase que exclusivamente por homens em clubes, escolas, universidades e associações amadoras. Tanto no Japão como no exterior, entretanto, o sumô é mais conhecido como um esporte de espectadores profissionais.
Objetivos da Disputa
O objetivo da disputa no sumô é forçar o oponente a sair do dohyo ou fazê-lo tocar no solo com qualquer parte do seu corpo além da sola dos pés. Antes de se iniciar o combate, no centro do ringue, os dois lutadores geralmente passam vários minutos em um ritual de preparação, estendendo os braços, batendo os pés, agachando, e encarando o oponente. O sal é lançado à mãos-cheias repetidamente para purificação do ringue.
Cerimônia de Entrada do Yokozuna
Cerimônia de entrada no ringue Yokozuna
O yokozuna é acompanhado pelo tachimochi (porta espadas) à sua direita e pelo tsuyuharai (ajudante) à sua esquerda.
(Foto cortesia do Kishimoto)

Após o longo aquecimento, a luta geralmente se encerra em questão de segundos, embora algumas vezes se estenda por vários minutos, e alguns poucos necessitem um breve mizuiri (intervalo) para permitir aos lutadores descansarem antes de concluírem o combate.

As técnicas de ataque no sumô (são 70 ao todo) envolvem o empurrão ou levantar o oponente para fora do ringue. Utilizando-se da pegada no cinturão do oponente para arremessá-lo no solo; rasteira com as pernas, rápido salto para o lado para desequilibrar e empurrar o adversário; e atrair o adversário para próximo do limite da palha empurrá-lo consigo logo após desequilibrar-se.

O sumô é especialmente admirado por sua dignidade e compostura. Discussões envolvendo as decisões dos árbitros ou flagrantes de falta de esportividade são desconhecidas. Como os vigorosos tapas com mãos abertas sobre o tronco são permitidos, táticas como golpes com o punho, chutes, e puxões de cabelo são estritamente proibidos. Mesmo quando os resultados de alguns combates são tão parelhos que precisam ser revisados (e por vezes mudado) pelos juízes, nem os vencedores ou os derrotados jamais fazem protesto, e raramente esboçam emoção além de um sorriso ocasional ou um franzir de testa.
Divisão e Ranking
Lutadores de sumô profissional são ranqueados de acordo com sua divisão; então eles são designados como membros do leste ou oeste. Isso determina qual será o seu vestiário, e em qual lado do ringue ele entrará em todas as competições. Nas posições mais elevadas, em ordem decrescente, estão os yokozuna (grande campeão), ozeki (campeão), e sekiwake (campeão júnior).

Yokozuna é a única divisão permanente no sumô. Como esses lutadores não podem ser rebaixados por conta de qualquer apresentação mais fraca, espera-se deles que se aposentem caso não possam manter o mesmo nível. Com um sistema de ranking criado há séculos, apenas cerca de 70 homens conquistaram o título de yokozuna. Alguns dos maiores campeões dos tempos modernos foram Futabayama (yokozuna de 1937 – 1945), que conseguiu um percentual de vitórias de 0.866, incluindo 69 vitórias seguidas; Taiho (1961-1971), que venceu um total de 32 torneios e conseguiu um sequência de vitórias de 45 combates; Kitanoumi (1974-1985), que com apenas 21 anos e dois meses de idade foi o lutador mais jovem a ser promovido a yokozuna; Akebono (1993-2001), que se tornou yokozuna após apenas 30 torneios e conseguiu o recorde de promoção mais rápida; e Takanohana (1995-2003), que se tornou o lutador mais jovem a conquistar um torneio, com a idade de 19 anos.

O sumô profissional não adota divisão de categorias por pesos, e é por isso que é comum ver uma luta entre um atleta imenso e um bem menor. Mas enquanto a massa corporal geralmente favorece um atleta, aspectos como velocidade, timing e equilíbrio também podem determinar o resultado de uma luta, e lutadores menores, porém rápidos, muitas vezes surpreendem os espectadores com vitórias inesperadas sobre oponentes maiores.
Cerimônia de Entrada
Cerimônia de entrada no ringue Yokozuna
O Yokozuna Hakuho realiza uma cerimônia de entrada no ringue nos recintos do santuário Yasukuni
(Foto cortesia do Kishimoto)

A Vida de um Lutador
Tipicamente, um lutador aprendiz – mais comumente vindo de uma região rural – é acompanhado desde quando ainda está na escola. Caso a família do garoto aprove, um oyakata (mestre do estábulo), que é um lutador aposentado e que cuida de até 50 heya (estábulos) no Japão e em outros países – cada estábulo com entre seis a 30 lutadores ou mais – irá adotar o jovem como um aprendiz. Os treinos, a alimentação e a moradia acontecem nos estábulos, onde os jovens também recebem uma pequena mesada. Membros do mesmo estábulo não competem entre si nos torneios regulares.

A vida de um aprendiz de sumô é muito puxada e mesmo os jovens mais promissores devem esperar cinco anos ou mais para alcançar posições mais elevadas até começarem a receber salário como sekitori (professional). De um grupo de aproximadamente 700 lutadores membros de estábulos, apenas cerca de 70 se qualificam para o status de sekitori. Os poucos que atingem as posições mais elevadas geralmente se casam e vivem fora dos estábulos, mas para a maioria, o estábulo é o único lar que um jovem lutador irá conhecer durante a sua carreira de sumô. Muitos são forçados a se aposentarem devido a doenças ou contusões, e é raro que algum lutador possa competir após os trinta anos.

A maioria dos estábulos de sumô está localizada na parte leste de Tóquio. A vida para os lutadores de posições mais baixas é muito rigorosa. Eles acordam entre 4h e 5h da manhã, vestem o seu mawashi, e iniciam o seu keiko (prática). Eles também são obrigados a servirem como mensageiros de recados para os de posição mais elevada. O segundo grupo aproveita ainda o privilégio de poder dormir mais tarde.

O keiko é caracterizado por três exercícios tradicionais: shiko, teppo e matawari. No shiko, o lutador levanta a sua perna alternadamente o mais alto possível. Durante o teppo, as palmas das mãos abertas são batidas contra um pilar de madeira. Matawai é um exercício no qual o lutador se senta sobre as suas pernas, abrindo-as o máximo possível.
Treino
Prática em um estábulo de sumô
(Foto cortesia do Kishimoto)


Uma sessão diária de keiko termina quase de noite, quando os lutadores se reúnem para uma ceia com ensopado chamada de chankonabe (um ensopado altamente calórico feito com vários tipos de carne e vegetais), condimentos, picles, e várias tigelas de arroz, muitas vezes regado com um ou dois copos de cerveja. (O apetite dos lutadores é lendário). Após esse grande banquete, as horas seguintes são dedicadas normalmente ao sono, que juntamente com a farta comida ajuda a repor as energias. Com esse regime de exercícios, dieta e sono, não é incomum para alguns lutadores pesarem mais de 150kg, sendo que alguns chegam a ultrapassar escalas acima de 200kg.
Torneios e Competições
Sob regência da Associação de Sumô do Japão, seis “Grande Torneio de Sumô” com duração de 15 dias acontecem a cada ano: três em Tóquio (em janeiro, maio e setembro) e os outros três em Osaka, Nagoya e Fukuoka (em março, julho e novembro, respectivamente). Entre esses torneios, os lutadores fazem turnês pelas regiões rurais e participam de competições locais, o que ajuda a estimular o interesse no esporte e atrair novos recrutas.

A primeira arena de sumô oficial, o kokugikan, foi construída na área de Ryogoku em Tóquio no ano de 1909. Após a II Guerra Mundial, o kokugikan foi transferido para as proximidades de Kuramae, onde permaneceu pelas quatro décadas seguintes. Em 1985, um novo edifício com capacidade para abrigar sentados 11 mil espectadores foi inaugurado próximo ao local original, perto da estação JR Ryogoku.

As transmissões das lutas na televisão começam perto das 4h da tarde e se estendem por duas horas, porém os combates com os lutadores de divisão inferior se iniciam bem mais cedo no dia.

Durante um torneio, os lutadores de mais alta posição nas divisões makunouchi e juryo competem uma vez por dia durante 15 dias; aqueles de posições inferiores como das divisões makushita, sandanme, jonidan e jonokuchi competem apenas em 7 dos 15 dias. Enquanto o objetivo é obviamente vencer a maior quantidade de lutas possível, conseguir uma maioria de vitórias ao longo da competição (8 vitórias de 15 lutas, ou 4 de 7) é suficiente para que um lutador se mantenha em sua divisão corrente ou garanta uma promoção a um nível mais alto. A vitória no torneio vai para o makunouchi que obtiver o maior número de vitórias; os empates são definidos com lutas eliminatórias ao final do dia.
Honras e Premiações
Antes de algumas lutas da divisão makunouchi, alguns freqüentadores podem ser vistos circulando o ringue segurando flâmulas com os nomes de corporações de patronos que doaram prêmios em dinheiro aos melhores lutadores. Quanto mais flâmulas tiverem maior será a premiação, as quais serão erguidas pelo campeão da luta após a definição do árbitro. Ficar agachado no canto do ringue é um sinal de que o lutador aceita o prêmio. Enquanto ele faz uma posição chamada tagatana (segurando a espada), essa atitude demonstra a sua graciosa aceitação.

Um vencedor de torneio recebe dinheiro, troféus e uma variedade de outras premiações, incluindo arroz, saquê, e por aí vai. Lutadores com posições abaixo de ozeki que conseguem um bom número de vitórias nos torneios tornam-se elegíveis para três premiações especiais: Excepcional Performance, Técnica, e premiações pelo Espírito de Luta. Todos esses prêmios são acompanhados com bonificações em dinheiro.
Outro incentivo aos lutadores é o kimboshi (estrela de ouro), dado a um lutador de divisão inferior que consegue derrotar um yokozuna. Cada kimboshi adicional habilita o lutador a um aumento de seu salário para o resto de sua carreira ativa.
Internacionalização
A popularidade do sumô foi realçada pelo antigo imperador Showa, que era um fervoroso fã do esporte. Começando com um torneio em maio de 1955, o imperador se acostumou a ir a pelo menos um dia de competição de cada torneio realizado em Tóquio, onde ele assistia a competição de uma área especial VIP. Esse costume foi continuado por outros membros da Casa Imperial. Conhecida por ser uma entusiástica fã de sumô, a princesa Aiko, com quatro anos, foi a um torneio de sumô pela primeira vez em 2006 com seus pais Príncipe Naruhito e Princesa Masako. Diplomatas e autoridades estrangeiras são normalmente convidados para assistirem os torneios.

Embora o sumô tenha sido praticado pela primeira vez fora do Japão por membros das comunidades japonesas no exterior, há muitas décadas atrás o esporte começou a atrair a atenção de outras nações. Após a década de 1960, jovens lutadores dos Estados Unidos, Canadá, China, Coréia do Sul, Mongólia, Argentina, Brasil, Tonga, Rússia, Geórgia, Bulgária, Estônia, e de diversos outros lugares têm vindo ao Japão para aprender o esporte e, alguns deles – após superarem a barreira do idioma e da cultura – conseguiram se destacar. Em 1993, Akebono, um norte-americano do Estado do Havaí, obteve sucesso ao alcançar o mais alto posto de yokozuna. Nos anos recentes, lutadores da Mongólia têm sido muito ativos no sumô, sendo que os lutadores que mais se destacaram foram Asashoryu e Hakuho. Asashoryu foi promovido a yokozuna em 2003, seguido por Hakuho em 2007, sendo que os dois se tornaram presenças dominantes no sumo, vencendo vários torneios. Asashoryu se aposentou do sumo em 2010. Lutadores de outros países além da Mongólia também estão subindo em suas posições, incluindo o búlgaro Kotooshu e o estoniano Baruto, que foram promovidos a ozeki em 2005 e 2010, respectivamente.

Graças em parte a grande disseminação do sumo no exterior com exibições de torneios na Austrália, Europa, Estados Unidos, China, Coréia do Sul e em muitos outros lugares, que o esporte está ganhando popularidade fora do Japão.

                                                                     Aluno: Antonio Ferreira n°2

                              Fonte:  http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/sumo.html

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sistema Educacional do Japão



Um dos canais do youtube que eu mais gosto relacionado ao tema é o Japonessica lá tem muitos videos explicando sobre como é uma escola japonesa, sistema de ensino, horários, avaliações, entre outros. Vou deixar abaixo alguns links:

 
https://www.youtube.com/watch?v=fYC9hR1coxM&feature=youtube_gdata_player
https://www.youtube.com/watch?v=VpuwLelFUq4&feature=youtube_gdata_player
https://www.youtube.com/watch?v=1BFHV8m9u_s&feature=youtube_gdata_player,

https://www.youtube.com/watch?v=gal0acTUOb8&feature=youtube_gdata_player

   Ai está alguns deles, mas há muitos outros.

                                       Aluna: Paola Kolody n° 34



Kitsune “A raposa”

Kitsune significa “raposa”, entretanto, a palavra kitsune é uma onomatopéia do “kitsu” que significa “o ganido da raposa”, e acabou tornando-se o seu nome em tempos antigos. Hoje em dia, usa-se “kon-kon” ou “gon-gon” para designar a tradução para raposa, pois “kitsu” acabou no desuso por ser uma palava arcaica.
A lenda da Kitsune é muito popular na mitologia japonesa. É dito que, no Japão, sua imagem representa inteligência e sabedoria e, de acordo com as lendas, são animais com poderes mágicos (místicos), sagrados ou amaldiçoados.
Existem diversas lendas relacionadas às Kitsunes. Porém, não há uma certeza de onde surgiu a lenda, se na China, Coreia, Índia, Japão ou outros países da Ásia, no entanto, alguns registros relatam que a partir do século IV d.C, a convivência das raposas com os humanos no arquipélago japonês era corriqueira, fato que pode ser relacionado à origem da lenda sobre a “Kitsune”.
                                              Aluno: Vinicius Bunhak n°39

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mitologia

Xintoísmo
Imagine um lugar, um grande vazio, onde existiam apenas o mar e algumas formas indefinidas. Acima desse lugar havia o Takama-no-hara, ou a “Alta Planície do Céu”, onde habitavam os kami (deuses). Foi passeando por uma ponte celestial que um casal de kami olhou para baixo e viu aquele lugar.
Ficaram curiosos e mergulharam uma lança no mar, que respingou água ao ser retirada. As gotas que se desprenderam da lança formaram ilhas. Estas foram as primeiras porções de terra, conforme a mitologia xintoísta.
Em seguida, o casal divino fez descer um enorme pilar até aquelas ilhas. Aquele pilar possuía significado mágico, e o kami Izanagui convidou a companheira Izanami a girar-se em torno do mastro, enquanto ele girava em sentido oposto. Depois da primeira volta, encontraramse, puderam ver seus corpos e se admiraram mutuamente. Daquele encontro, que trouxe muito prazer, nasceram as oito ilhas que formam o Japão, os trinta espíritos majestosos da terra, do mar, das estações, dos ventos, das árvores, das montanhas, dos pântanos e do fogo. Quando Izanami deu a luz o fogo, este queimou as suas entranhas, e ela adoeceu.
Mesmo assim, continuou procriando. Do seu vômito nasceu a argila, a irrigação, o crescimento e a rica alimentação. Izanami acabou falecendo. Izanagui sentiu-se muito só e resolveu buscá-Ia no reino dos mortos. Lá, Izanami estava com o corpo coberto de vermes. Ela se sentiu envergonhada, ficou furiosa, e assumindo o aspecto da Morte, perseguiu Izanagui acompanhada de todos os espíritos infernais. Ao sair do mundo das trevas, ergueu uma rocha, separando a terra do mundo dos mortos.
A criação da deusa Sol
Não conseguindo recuperar a esposa morta, Izanagui entregou-se, inicialmente, às purificações do corpo e da mente. Para isso, ele mergulhou o corpo nas águas correntes violentas de um rio, e seu próprio corpo foi dando origem a outros kami. A grande deusa Sol, Amaterasu Omikami nasceu do seu olho esquerdo, do olho direito nasceu o deus Lua, Tsukiyomi-no-Mikoto, e o deus Tempestade, Susano-O-no-Mikoto, de um dos furos do nariz.
Amaterasu era o Sol e por isso iluminava, enquanto seu irmão Susano deveria habitar nas profundezas do mar, onde não havia claridade, mas ele não aceitou e foi punido com o exílio. Amaterasu tentou ajudar o irmão, mas este, revoltado, praticou inúmeras maldades.
Numa delas, Amaterasu ficou apavorada e resolveu se retirar do céu, escondendo-se numa caverna. A escuridão tomou conta de tudo. Veio a tristeza e, sem o Sol, a safra do arroz não mais aconteceu. Mesmo as lamentações não foram capazes de demover Amaterasu de seu auto-exílio. Foi quando milhões de kami reuniram-se diante da caverna, esperando por uma decisão favorável do kami Sol. Eles enfeitaram o local, acenderam fogueiras e conversavam entre si. Para passar o tempo, resolveram fazer uma festa e criaram os instrumentos musicais e até a dança. Oito milhões de kami dançavam e se divertiam na Alta Planície do Céu, quando Amaterasu, intrigada, resolveu espiar. Quando ela abriu a entrada da caverna, se viu refletida num espelho que haviam colocado na frente, e uma corda de palha impediu que ela se escondesse novamente.
Amaterasu voltou a iluminar, enquanto Susano foi castigado, sendo enviando para o arquipélago japonês, o único mundo que existia abaixo da Alta Planície do Céu.
O dragão de oito cabeças
No Japão, Susano encontrou um casal de velhos e uma jovem filha numa casa simples. Os velhos choravam por causa de um dragão de oito cabeças, que surgia todo ano para devorar uma de suas filhas, e aquela era a última filha viva. Já estava na época do dragão reaparecer para devorar aquela oitava filha.
Para salvar a jovem, Susano ordenou que se preparasse oito tonéis e colocasse um licor refinado oito vezes. O dragão, cujo corpo se estendia por oito vales e oito colinas, chegou e enfiou cada uma das suas cabeças nos tonéis e ficou bêbado. Nesse momento, Susano sacou sua espada e cortou todas as cabeças do dragão.
Ele construiu um castelo em Izumo e teve oitenta filhos com a jovem que ele salvou. Seus filhos passaram a povoar o país.
Houve muitas guerras entre os kami, todos eles descendentes diretos do tempestuoso Susano. Um desses kami tornou-se o príncipe Kamu-Yamato-Iware-Hiko-no-Mikoto, que passaria a se chamar Jimmu Tenno, o primeiro imperador terrestre. Acredita-se que em linhagem direta, todos os imperadores japoneses seriam descendentes de Jimmu. Essa história, que parece um conto de fadas, está registrado no livro Kojiki, ou “Crônicas das Coisas Antigas”, que é o texto japonês mais antigo sobre o Japão.


                                                               Aluno: Willyan Geliel n°41

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Cultura Japonesa no Brasil

Através de sua gastronomia, de suas artes marciais e de outras expressões culturais, a influente comunidade japonesa do Brasil, a maior do mundo fora do arquipélago, afirma seu orgulho étnico e preserva tradições centenárias.
Cerca de 1,8 milhão de brasileiros de origem japonesa vivem no Brasil, um pouco menos de 1% da população total brasileira. Cerca de 60% vivem no estado de São Paulo, com outras grandes concentrações nos estados do Paraná e do Mato Grosso.
Seu número cresceu recentemente devido ao retorno para o Brasil de dezenas de milhares de brasileiros de origem japonesa que se mudaram para o país asiático durante o boom econômico dos anos 70 e 80.
Mas o crescimento do Brasil, sexta economia do mundo, somado à desaceleração econômica japonesa, trouxeram de volta ao Brasil desde 2008 aproximadamente um terço dos estimados 300.000 imigrantes nipo-brasileiros que haviam saído do país.
A força da comunidade japonesa no Brasil ficou evidente no Festival Anual do Japão, o maior de toda a América Latina.
Um recorde de 190.000 pessoas, a metade delas não-japonesas, participaram dos três dias de celebrações em todo o país, segundo a KENREN, Federação de Associações de Províncias Japonesas, que organizou o evento.
"Temos descendentes de japoneses representando as 47 províncias do Japão e mostram suas respectivas comidas, danças e música", disse à AFP Erika Yamauti, coordenadora da Japanfest.
"Cada vez mais visitantes vêm todos os anos, e a metade não é japonesa. Vêm pela comida, para aprender sobre o Japão", disse.
O evento, que começou há 15 anos, se transformou em um megafestival que atrai japoneses que vivem em países vizinhos, como Paraguai, Argentina e Peru, acrescentou.
"A essência do festival é a gastronomia e a diversidade culinária de suas 47 províncias", disse Nelson Maeda, presidente do comitê organizador da festa.
"Mas o principal objetivo, além da preservação da cultura japonesa, é aprofundar a integração das comunidades japonesa e brasileira", insistiu.
"Este ano marcou o 104º aniversário da imigração japonesa no Brasil. Temos gente da primeira, da segunda, da terceira e da quarta geração", disse Maeda. "Somos muito bem aceitos pela comunidade brasileira e queremos retribuir abrindo nossas portas a ela".
Segundo dados do IBGE, os primeiros imigrantes japoneses -um grupo de 781 pessoas- chegou ao país para trabalhar no campo em 1908.
Esses imigrantes foram bem sucedidos, compraram terras e até hoje grandes cooperativas dirigidas por japoneses fornecem frutas e vegetais frescos aos mercados de Rio e São Paulo.
A comunidade japonesa é vista no Brasil como uma minoria bem integrada e bem sucedida, com um alto nível educacional. Muitos deles ocupam altos cargos no governo, nas finanças, na vida acadêmica e nos negócios.

                                                          Aluno: Cristiano Santos n°9